Glaci Apolinário Fabris Psicopedagoga Clínica e Institucional e Pastora da Igreja do Evangelho Quadrangular/Criciúma
Alcoolismo na adolescência05/07/2008
O Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa feita no País. Foi identificado que 30% dos estudantes entre 10 e 12 anos afirmam beber com freqüência. Na faixa etária entre 13 e 15 anos, o índice salta para 52,6%. Para o psiquiatra Sérgio de Paula Ramos, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), a proximidade de bares às instituições de educação é um “facilitador” do acesso dos adolescentes ao álcool. “A literatura médica mostra que quanto mais próximo o estabelecimento do consumidor, maior o fator de risco. Para um produto como o álcool, visto pelo adolescente como o divisor entre infância e fase adulta, o estímulo é ainda maior”, afirma. O pesquisador da Unidade de Álcool e Drogas da Faculdade Paulista de Medicina (Unifesp), Marcelo Ribeiro, reforça que a adolescência é o período dos experimentos e isso agrava o problema. “Para criar sua identidade, o jovem experimenta o mundo. Numa sociedade que associa o álcool à diversão, a atração é ainda mais forte.”
Justificativas
Como os jovens justificam o uso de drogas? Essa questão motivou respostas múltiplas, mas a principal delas, tanto em 96 como em 97, foi a necessidade de fugir de problemas com a família (27%). Outros 18% querem apenas ser aceitos num grupo de amigos, enquanto 11% preferem justificar o vício com a experiência de sensações novas e agradáveis. Outras explicações dos jovens: sentir-se mais solto, contrariar as regras, ficar mais à vontade em festas e programas, ou simplesmente fazer alguma coisa no tempo livre. Apenas 5% declararam que não sabem como justificar o uso da droga.
Quanto às medidas para prevenir o uso de drogas, os jovens valorizam:
a) o papel desempenhado pela família (61%):
b) pelos professores (50%);
c) a propaganda no rádio e televisão também foi citada (46%);
d) bem como a visita de especialistas às escolas, para palestras sobre o assunto (42%);
e) os jovens também acreditam em material informativo distribuído nas ruas (40%);
f) e até mesmo na repressão nas escolas e em locais públicos (29%).
Diálogo
Qual a pessoa ideal para conversar a respeito de drogas? A resposta a essa pergunta indicou uma preferência:
a) pela mãe (58%);
b) seguida pelo pai (49%);
c) os amigos ou colegas (38%);
d) palestras na escola (31%);
e) e somente depois os professores, com 25%.
Nesse aspecto, é clara a diferença entre faixas etárias. Dos 9 aos 12 anos, eles preferem falar com os pais ou parentes, enquanto os mais velhos preferem conversar com o namorado ou namorada ou discutir o assunto em aulas ou palestras.
No Brasil há 19.000.000 de jovens alcoólatras.
Quem se encontra em situação de risco?
– "Todos os adolescentes". O fumo, o álcool e as drogas estão disponíveis, e a maioria dos jovens são objeto de pressão para o início de seu uso. Sem dúvida, alguns adolescentes estão em maior risco do que outros. Os três fatores mais importantes são a história familiar, o uso por parte dos pais e certas características individuais.
A história familiar de alcoolismo indicaria uma predisposição genética, teoria sustentada em estudos de filhos adotivos. Não só é fator de risco o uso por parte dos pais, mas a atitude, a educação e as medidas disciplinares inconsistentes com relação ao uso de substâncias aos seus filhos.
Quando uma família está socialmente isolada é maior o perigo de uso de substâncias e aumenta o índice de abuso físico e sexual ou de fuga do lar. Outros fatores familiares predisponentes são o estresse causado por uma separação, divórcio, novas uniões conjugais, desemprego e doença ou morte de um dos pais.
Um dos mais poderosos fatores predisponentes ao uso de substâncias é a influência do grupo de iguais. Um adolescente cujos melhores amigos usam o fumo, o álcool e outras drogas será mais facilmente levado a experimentar do que aquele cujos amigos evitam as drogas e não estão de acordo com seu uso.
Os sinais e sintomas que sugerem o abuso de substâncias são:
–Bronquite recorrente, tosse crônica, halitose, rinorréia, epistaxes, sinusite, olhos congestionados;
– Hematomas e lesões cutâneas, marcas de agulhas endovenosas;
– Hipertensão arterial, taquicardia, dor pré-cordial;
– Dor abdominal, perda de peso, anorexia, náuseas e vômitos, hepatomegalia, úlceras digestivas;
– Debilidade, hipotonia, perda de forças, transtornos do sono;
– Perda de memória, falta de atenção, irritabilidade, tremores;
– Desorientação, confusão mental, perda do bom senso, alucinações, depressão, tentativa de suicídio;
– Infecção com o HIV ou hepatite-b por agulhas contaminadas ou atividade sexual.
Cabe a cada pai ou mãe observar as amizades que seu filho tem, bem como os lugares que freqüenta para poder intervir em situações desagradáveis quando aparecerem.
A Bíblia nos diz que devemos “ensinar a criança o caminho em que deve andar, e quando crescer jamais se desviará dele”. Provérbios 22: 6
A disciplina piedosa proporciona o manto protetor, sob o qual o filho aprende a obedecer a Deus no período em que se encontra mais vulnerável (adolescência).
>>> Pastora Glaci Fabris
Veja as outras matérias deGlaci Apolinário Fabris: